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oka building

Edifício Oka

O Edifício Oka, com oito unidades residenciais variando entre 360m² e 550m², foi construído na Vila Madalena, um bairro boêmio e em efervescente transformação na cidade de São Paulo.
O lote, situado em uma encosta do bairro, entre as ruas Senador César Lacerda Vergueiro e Girassol, apresenta um desnível de 19m e uma vista privilegiada da Zona Oeste da cidade.
A topografia da região, assim como a existência de uma grande praça na Rua Girassol, nos fundos do lote, inspirou-nos a criação de um prédio de forma escalonada, de maneira a acompanhar o perfil natural do terreno.
Cada uma das oito unidades tem um programa diferente, o que quer dizer também uma planta diferente. Todas, entretanto, organizam-se em torno de um esqueleto estrutural uniforme e ordenado, em que as lajes projetam-se ora mais à frente, ora mais ao fundo, e ora mais à esquerda, ora mais à direita, configurando um edifício de volumetria dinâmica e instigante.
O acesso ao edifício se dá pela Rua Senador César Lacerda Vergueiro, o ponto mais alto do terreno. Acima deste nível, há 5 apartamentos (um por andar), além de um triplex.
Abaixo do nível (adotado como) térreo, as garagens dividirão espaço com 2 unidades duplex que se abrem para a copa das árvores da Rua Girassol, sob as quais haverá ainda 2 andares para quadra de esportes, sauna, piscina e vestiários, além de um espaço comercial, este ao nível da Rua Girassol.

Autor
Isay Weinfeld

Arquitetos colaboradores
Manuel Maia | Alan Chu | Sebastian Murr | Katherina Ortner

Arquitetos coordenadores
Monica Cappa Santoni

Equipe de projeto
Daniel Hideki | Sara Leitão | Bruno Levy | Daniel Arce

Equipe de interiores
Carolina Miranda | Lucas Jimeno

Área construída
5.983 m²

Localização
São Paulo, Brasil

Ano
2016

Fotos
Fernando Guerra

DPOT_255 (FG)

Dpot

A Dpot foi construída em um lote de 1.500m² em São Paulo, onde antes havia uma casa cercada por um amplo jardim.
Ao estudarmos a legislação de Uso e Ocupação do Solo vigente, percebemos que fatores como índice de aproveitamento, recuos obrigatórios, etc., seriam muito diferentes (e desfavoráveis) no caso de uma construção nova, com demolição daquela existente. Garantir esse potencial construtivo significava, portanto, reformar e converter a edificação existente.
A solução foi, a partir da construção original, recompor os espaços internos e as fachadas, de modo a adequá-los ao uso comercial. A transformação, embora profunda, manteve do “passado” como residência o clima informal, relaxado, onde os produtos podem ser expostos e dispostos como se, de fato, em uma casa. A alternância entre pés-direitos altos e baixos e a existência de mezaninos definiram para cada ambiente uma escala diferente, fazendo da volumetria um grupamento de prismas justapostos, de variadas proporções.
Por fim, dois outros fatores importantes: a idéia que de dentro da loja se pudesse sempre ver o jardim, e que, de fora, as salas ambientadas estivessem sempre à vista. A solução foi “rasgar” a parte inferior de todos os volumes (à exceção daquele de serviços), e instalar uma faixa contínua de vidro a percorrer todo o perímetro, de modo a garantir a desejada transparência; a parte superior, optamos por revestir com placas de cimento as faces externas, e com ripas de madeira aquelas internas.
A integração interior-exterior é total, e os volumes “cegos” parecem flutuar por sobre os ambientes de estar, em meio a um exuberante jardim.

Autor
Isay Weinfeld

Arquitetos colaboradores
Sebastian Murr | Katherina Ortner | Sara Leitão

Arquitetos coordenadores
Elena Scarabotolo

Equipe de projeto
Cristiano Kato | Sophia Lin | Elisa Canjani

Equipe de interiores
Carolina Miranda | Lucas Jimeno

Área construída
770 m²

Localização
São Paulo, Brasil

Ano
2015

Fotos
Fernando Guerra